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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"O Liberto" (Totem)

(Sp2010 - Madeira - 64x48cm - tinta acrílica, marcadores, corretivo escolar)

Obs.: Clique na imagem para ver em tamanho ampliado.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dezembros

03/12/2009
16:30


Dezembro matou meus sonhos!
Levou restos de amores,
Deixou dor e esperança
Um pouco de ilusão


Dezembro fez-se castigo
Também promessa
Um medo sem tamanho
Uma batalha sem igual


Dezembro de meus dias
De minha paz enlouquecedora
De passos tão certos. Incertos.
De coração e corações


Dezembro amaldiçoado
De barreiras impostas
Muitos cuidados.
Alguns de leve se foram
Outros para sempre inacabados

Nota visual: pintura de Monet (Claude Monet, pintor impressionista frânces)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Moro em meus sonhos!

Moro em meus sonhos!
Num tapete voador
Tecido de saudades...
Estou em casa
Quando beijo tua boca
E percebo o teu olhar...
Moro em teus abraços!
Minhas mãos abriram tuas janelas
Desvendando teu encanto
E fluorescência...
Moro nesta lembrança!
No afago que protege meus sonhos,
Equilibra a razão e o desejo...
Moro no teu silêncio!
Na ausência incompreensível,
Na dor que desperta
Quando tocamos na vida...

Paixão


Enxergo o mar nas ondas da menina de seus olhos.
Suspiro na brisa suave de sua respiração.
Em sua boca busco o doce deleite.
Sou levada pelo peso de seu toque.
A maré passa por entre nossos corpos.
Nosso ritmo é leve e harmonioso.
Intenso e ofegante.
Suspende as palavras.
Vive na paixão.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Peixe-lanterna


(Sp2009 - Sulfite A4 - marcadores)

Obs.: Clique na imagem para ver em tamanho ampliado.
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O sopro da vida!

Obra de minha autoria.

Obs.: Clique na imagem para ampliar a foto.


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Amor de Carmen(s)

O silêncio atravessa o tempo
não sente

ensina
refina
pressente
borbulha

No ar
está um raro efeito

O amor atravessa o tempo

Poema de Carmen Silvia Presotto

Amor Amor

28/06/09 
19:27


Quero falar amor
Amor que ensina. Cuida.
Amor que existe. Une.
Amor que sente. Toca.
Amor que mata. Alivia.


Vou contar amor
Amor eterno. Duradouro.
Amor normal. Tesouro.
Amor incondicional
Amor amor


Vou mostrar amor
Amor que armazeno
Amor que fala
Que fala de amor
Amor que cala


Vou ousar amor
Amor que tenho
E todo amor que dou
Amor sozinho
E toda forma de amor


Vou amar amor
Amor além do tempo
Amor que não se apaga
Amor que não termina

Amor que não se acaba

 
Nota da autora: o amor cura toda e qualquer dor.
Alivia toda e qualquer magoa.
Eterniza toda e qualquer sabedoria.
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Tapetes voadores!

Poeta!
Chega de subjetividades...

Vamos às respostas insofismáveis
Dos cientistas...

Calcar os pés no chão,
Escorando cada palavra na sua possibilidade prática...

Chega de tapetes voadores!
Chega dos desperdícios da imaginação
É hora de racionalizar e colocar os pingos nos “is”...

Mozart


Que faz de ti, gênio imortal?
As notas irretocáveis e as sinfonias que som algum pode expressar?
As óperas completas e até mal interpretadas...
Incompreendidas?
Que faz de ti memorável e indigente?
Sua grandeza artística agora se esconde atrás de noites de insônia e vícios.
E os tolos têm memória suficiente para lembrá-lo por tais deslizes.
Perdestes sua magnitude ao permitir que descobrissem as suas fraquezas.
Perdestes mais até... perdestes sua vida.
Toda humildade que jamais lhe coube, agora lhe cobra posturas mais humanas.
E isso mostra o quão frágil se fez.
Humilhou-se para os vãos e não permitiu ser amado pelos nobres.
Viveu uma vida de invejas e batalhas para brilhar na posteridade..
Seria este o destino de todo gênio imortal:
Morrer cedo para virar lenda?
Viveu o suficiente para deixar um legado para sempre inalterado.
Ainda flutuo ao som da majestosa Flauta Mágica...
Apuro meus ouvidos e delicio-me ao preciso Rato do Serralho.
Sou grande e única diante da nº 25.
Imortalizo-me junto a ti quando compartilhamos a nº 40.
E em meio de notas e falências deixo-te para tomar meu próprio rumo.
Aprecio-te, mas vivo na ilusão do grande mestre reencarnar seu ser.
O ano de 1756 deu vida a um dos maiores gênios que a humanidade pode conhecer.
Uma totalidade.
A arte viva e tocável bem diante de olhos que pouco souberam ter.
Sua grandeza só não se fez maior devido à decadência e a inveja humana.
Não somos divinos o suficiente para entender sua arte.
Nem educados para compreender seu feito.
E foi a morte prematura e voraz levou ainda jovem o que foi e sempre será:
Insubstituível!
Sua maior e mais temida batalha era vencer a si mesmo.
Não existiu (nem existirá) alma evoluída o suficiente para entender o que você fez e o que sua música diz.
O mundo não foi preparado para pessoas como você.
Perdemos-te antes mesmo de tentar entender sua infantil e ousada loucura.


Nota da autora: tão sutil quanto dar vida a música que embala sua própria morte é prosperar diante desta. E infelizmente Deus não lhe deu outra chance.

Nota especial: Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) grande compositor do período Barroco

Adicional: http://www.youtube.com/watch?v=7lC1lRz5Z_s