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quarta-feira, 9 de maio de 2012

ao lado do grande rio



os guardiões do palácio já se foram
só sobrou eu e as grandes esculturas
as velas quase nem existem mais
...se houvesse mais luz
poderia ver no meu rosto com a cor da morte

agora sei que tudo foi em vão
pois jamais ouvi a paz
e o ódio culminou no meu fim
levarei o peso de tristezas que plantei

e as verdades que eu seguia
junto a todas as mentiras que só agora ouço
ecoando nas paredes e sobre meu sangue no chão
lembram a vida que não foi minha
e minhas orações não afastarão o monstro
que virá soprar a morte por meus ouvidos

meu punhal com lamina curvada
com cheiro de sangue
dos amores que matei
foi inútil quando mais o quis
por isso estou aqui caído
ferido de morte
ao lado do grande rio que corre

já avisto a carruagem de fogo
puxada por um touro
e guiada por outro
com patas e olhos de fogo
que me levarão vagar em um lugar tão frio
quanto minha alma
ou tão quente quanto o meu ódio

 maicoN Willian Halabura    01/01/10 14:32

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Nostalgia

Ela aparece em dois momentos principais da minha vida: No ano novo e no meu aniversário. Todos chamam de aniversário, então vou chamar assim, pois muito esforço já fiz para explicar isso. Talvez não seja inútil, mas não é o caminho que quero seguir hoje.

Hoje eu sinto uma saudade infinita de quando minha única preocupação era ajudar o Goku a fazer a Genki Dama ou tentar reunir as sete esferas do dragão! Também tenho uma saudade muito grande de torcer para os Cavaleiros do Zodíaco conseguirem passar pelas 12 casas do zodíaco para poder salvar a Princesa Saori.

Mas um dia a vida cobra. Ela vai cobrar todos os ensinamentos que você teve ou que deixou passar.

"Tudo o que você precisa saber é que você é capaz de conceber tudo o que sua mente for capaz de imaginar"
Vitorino Baccin, meu primeiro mestre.

Tem uma frase, um pedaço de uma música de um dos melhores músicos e compositores que já conheci, que eu pensei um milhão de vezes enquanto caminhava de mãos bem dadas com a minha amada na cidade onde iremos morar depois da nossa formatura (Porto Alegre): "A cidade cresce e tudo fica cada vez menor".

Nesse mesmo contexto, quem sabe copiando a ideia ou apenas seguindo a linha de raciocínio podemos dizer:

Os anos passam e vivo cada vez mais.
A cada dia estou a mais tempo vivo,
A cada tempo que passa tenho menos vida para viver.
A cada aula tenho mais conhecimento,
A cada gole bebo mais e fico com menos bebida.

Podemos levar anos para traçar uma linha
E em apenas um dia o nó pode ser desatado.
Lutemos, mas não perdamos a ternura.
Essa é a diferença entre sobreviver e viver.
Gritar é bom, cantar é melhor.
Gritar cantando ou cantar gritando é perfeito.
Vamos nos permitir.

Vamos nos permitir.
Vamos nos permitir.
Vamos nos permitir.

Sei que sou louco, sei que não vou conseguir.
Mas não vejo sentido se eu parar de tentar.
Eu quero ver o lado escuro da lua!

Guiomar Baccin
.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Poeira do Caos


Muda o vento
E muda a vida
Direção oposta
E você corre contra
Muda o tempo
E isso é possível
O frio imprevisível
Vem devagar
Vem com a mudança do vento
Ventila a cabeça
Bagunça todo o espaço
Coloca no centro
A poeira do caos
Explode
E outra coisa nasce
Outro você
É só mudar o vento.

Gabriela de Oliveira
.
Mais em: http://pensarsersentido.blogspot.com

domingo, 1 de abril de 2012

Denominando o indenominavel

Não são desconexas

Palavras rimadas

Não é distante

Irradia através de

E é a própria ansiedade


Eu vejo sim

Tão nítido como minhas mãos

Com cheiro abstraído em matéria

Buscando verbos através de mim

Incompreendido e gritando



Sinto forte e envolto a luz

Também negro e silencioso

Tal como zumbido de ouvido

Não desisti de ti

Mas cessei minha busca


É tocável

Tal como o cacto e a fome

O ódio e a dor

A vingança e a rua

As horas e a lua


Mais perto e muito distante

Mas “esta”

E “é”

Se percebe

E será conhecido

maicoN Halabura 16:55 21/03/12

segunda-feira, 26 de março de 2012

Vazio


Toda escada
Sobe, desce
Derruba
Toda estrada
Para, anda
Corre na direção contrária
Todo circulo
Circula
Faz o sangue circular
Circunstancias demais
Ensaio geral
Na véspera da derrota
Toda estratégia
Fria, calculista
Aquecida no copo
No corpo do morto
Antes de ser enterrado
Do rato de esgoto
Sentado lá no alto
A 7 palmos do chão
No raso inferno
Ou no céu profano
Prole
Proletário
Escravos da revolução
Da própria invenção
Perseguidos pela ideia
Pelo ideal de perfeição
Invadir, avançar
Sempre em frente
Rápido ou devagar
Com motivo
Sem sentido
Tanto faz
Tanto fez
Tudo de novo, tudo outra vez
Era uma vez
Num paraíso tão vulgar
O pecado da carne
Canibal devorado
Em pleno carnaval
Na folia
No folclore
Na festa de imigrantes
Ou dos estudantes de porre
Na praça,
Na igreja
Santa fé
Maldito dinheiro
Tudo cada vez mais cheio
De tanto vazio.

Gabriela de Oliveira
Mais em: http://pensarsersentido.blogspot.com/

segunda-feira, 19 de março de 2012

Fica ou passa?

Já acreditei em nada,
já acreditei em tudo.

Acabei percebendo que algumas coisas são realmente impossíveis. 
E tive que aceitar que outras realmente acontecerão.

Mesmo que você queria mais do que tudo,
Sem ser por você ou mesmo sem querer.

De tudo que passa, algo fica.
Tudo que fica é só o que passa.

A vida é como uma piada sem graça
Da qual você ri para agradar.

Uma brincadeira de mau gosto, 
e o sorriso no canto quebrado do espelho.

Essas frases sem sentido não é o que sinto. 
É só o que passa.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

É sempre assim


Antes que se diga qualquer coisa
Muitas coisas já foram perdidas
E a maioria era importante
E por que ser tão medíocre?
Essa tal de globalização e linhas imaginárias
Tudo nos dividindo e nos prendendo
Enquanto não aprendermos a ser mais
Somos mais um na multidão
E todos falam do óbvio
Como se fosse nada demais
Mas o que fazer
Com o que fizeram com a gente?
Se a gente nunca sabe
Pra que direção correr
Se a gente nunca sabe
Onde se esconder.


.
Gabi
.
Mais em: http://pensarsersentido.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desgravitacionei


Hoje vimos estrelas
E me percebi parte delas
Hoje vimos o universo
E me percebi sendo ele

Hoje vimos a noite
Prateada e sem luar
Hoje me desgravitacionei
E vi que nada sei

Hoje me entendi
“Grandiosamente pequeno”
Infinito, intocável e mais ateu
E me imortalizei

A pouco e por minutos
O mesmo assunto
Tão novo, tão tosco
Tão nosso

Hoje de maneira grega
Só por cede de saber
Sem livros, conceitos ou cultura
De maneira nova e pura

Sob um céu notável
Tive o infinito palpável
Hoje belas palavras
Hoje em uma estrada

maicoN Halabura 27/01/12 03:48