os guardiões do palácio já se foram
só sobrou eu e as grandes esculturas
as velas quase nem existem mais
...se houvesse mais luz
poderia ver no meu rosto com a cor da morte
agora sei que tudo foi em vão
pois jamais ouvi a paz
e o ódio culminou no meu fim
levarei o peso de tristezas que plantei
e as verdades que eu seguia
junto a todas as mentiras que só agora ouço
ecoando nas paredes e sobre meu sangue no chão
lembram a vida que não foi minha
e minhas orações não afastarão o monstro
que virá soprar a morte por meus ouvidos
meu punhal com lamina curvada
com cheiro de sangue
dos amores que matei
foi inútil quando mais o quis
por isso estou aqui caído
ferido de morte
ao lado do grande rio que corre
já avisto a carruagem de fogo
puxada por um touro
e guiada por outro
com patas e olhos de fogo
que me levarão vagar em um lugar tão frio
quanto minha alma
ou tão quente quanto o meu ódio
maicoN Willian
Halabura 01/01/10 14:32










