Não vejo luz ou escuridão
Quem sabe algo novo
Um momento diferente,
Ou bem o oposto
Tão repetido que nem o percebo
Como um tropeço ou trezentos soluços
Nem rimas, lirismo ou romance
Estas linhas trarão
É toda quebrada e feia
É sobre o fim
Mas ele é infinito
“Não questione minha contradição”
Apenas mudou
Como pedras esculpidas por arranhões
Que pouco se transforma
Mas machuca a raiz das unhas
Se fez diferente
Como de pai pra filho
De um dono ao seu cão
Ou um gato magro levando pedradas
De meninos na calçada
Diferente como primos escondidos
Diferente mas não de sete cabeças
Ou uma besta invencível
Terminou como carne na sopa
Ou como ar nos pulmões
Em um assopro?
Terminou como um bolo de barro na chuva
Ou um castelo de areia ao vento?
Mas sei que foi como queimar a língua
Ou vomitar algo bom
Agora se findo
Se fez real comum e corriqueiro
Como tudo deve ser
Nada é único: ultimo e primeiro
maicoN Halabura 27/10/11 15:01








Aplausos...
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